09 / 11 / 2016 - as 11:12

Mesmo com Hillary Clinton apontada como favorita em praticamente todas as pesquisas de intenção de voto e nas projeções feitas por institutos e pela imprensa, Donald Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos. Em seu discurso de vitória, prometeu reunir a nação e reconstruir a infraestrutura do país, dobrando o crescimento econômico.

"Serei presidente para todos os americanos", disse. "Trabalhando juntos, vamos começar a tarefa urgente de reunir nossa nação. É isso que quero fazer agora por nosso país”, destacou Trump.

O republicano conquistou vitórias surpreendentes sobre Hillary em estados-chave para a definição, abrindo o caminho para a Casa Branca e abalando os mercados globais que contavam com uma vitória da democrata.

A maré começou a virar a favor de Trump após as vitórias na Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Iowa. Ele ainda se tornou o primeiro candidato de seu partido a ganhar na Pensilvânia desde a vitória de George H. W. Bush em 1988.

Quando entrou o número de delegados do estado de Wisconsin na conta da agência Associated Press, Trump alcançou 276 delegados, ultrapassando o limite de 270 necessários para ser o vencedor no Colégio Eleitoral.

Fonte: G1


07 / 11 / 2016 - as 18:12

A candidata democrata aparece à frente de Trump em três sondagens, mas com pequena margem. Obama faz ofensiva em estados considerados indecisos, como a Flórida, fundamental para se chegar à Casa Branca. Pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (07/11), véspera de uma das eleições presidenciais mais polarizadoras da história recente americana, apontam que a democrata Hillary Clinton mantém vantagem sobre o republicano Donald Trump - ainda que dentro da margem de erro.

No levantamento encomendado pela rede CBS News, por exemplo, a ex-secretária de Estado aparece com 45% das intenções de voto, contra 41% de Trump. Realizada entre os últimos domingo e quarta-feira, a pesquisa tem margem de erro de 3%.

Hillary aparece também quatro pontos à frente de Trump na pesquisa ABC News/Washington Post, com 47% dos votos em cenário nacional. A margem de erro é de 2,5% para mais ou para menos, e a sondagem foi realizada entre quarta-feira e sábado.

A candidata democrata também aparece na liderança no último levantamento elaborado para Bloomberg/Selzer, mas com três pontos de vantagem. Na pesquisa, que tem margem de erro de 3,5%, Hillary tem 46% das intenções de voto.

Ter a maioria das intenções de voto em pesquisas nacionais, porém, não significam vitória nos EUA. No sistema eleitoral americano, o presidente é eleito pelo Colégio Eleitoral, e os cidadãos elegem apenas os representantes do seu estado nesse colégio.

O Colégio Eleitoral é formado por 538 pessoas. E cada um dos 50 estados americanos, mais o distrito federal Washington, está representado nele mais ou menos de acordo com a sua população.

A Califórnia, por exemplo, estado mais populoso, tem 55 delegados, que provavelmente devem ir para os democratas. Segundo em número de habitantes, o Texas, mais inclinado para os republicanos, tem 38 delegados.

Para vencer a eleição, o candidato precisa ter a maioria no Colégio Eleitoral, ou seja, 270 votos. Para chegar à cifra neste ano, será fundamental conquistar os chamados swing states - estados onde, diferentemente de Texas e Califórnia, a disputa é tida como em aberto.

Fonte: Terra


04 / 11 / 2016 - as 16:36

A candidata democrata Hillary Clinton mantinha pequena vantagem sobre o adversário republicano Donald Trump na disputa presidencial dos Estados Unidos a menos de uma semana da eleição de 8 de novembro, de acordo com pesquisa de intenção de voto divulgada nesta quinta-feira (3).

Na pesquisa New York Times/CBS, Hillary Clinton aparece com 45% de intenção de votos contra 42% para Donald Trump. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa por telefone com 1.333 eleitores registrados foi realizada entre 28 de outubro e 1º de novembro.

A última pesquisa do The New York Times/CBS, divulgada em 19 de outubro, colocava a democrata à frente com 9 pontos, com 47% contra 38% para Trump.

Mais de 22 milhões de americanos já votaram e cerca de um em cada cinco eleitores que participaram da pesquisa disse que já havia votado.

Na última sexta-feira (28), o diretor do FBI, James B. Comey, enviou uma carta ao Congresso sobre uma nova investigação sobre e-mails de Hillary Clinton. A pesquisa New York Times/ CBS começou poucas horas depois da carta de Comey se tornar pública. Muitos dos eleitores entrevistados disseram que tinham ouvido sobre o desenvolvimento do caso.

Um número ainda maior de eleitores disse que estavam cientes das acusações sobre assédio sexual que Donald Trump recebeu de várias mulheres.

Segundo a pesquisa, cerca de seis em cada dez entrevistados disseram que as revelações sobre cada candidato não influenciariam no voto. No entanto, as revelações sobre Trump poderiam ter efeito mais negativo do que as questões envolvendo Hillary Clinton.

Quatro em cada dez eleitores disseram que o comportamento de Trump em relação às mulheres faz com que os entrevistados tenham menos interesse em apoiá-lo. Um em cada três entrevistados disseram que as investigações do FBI sobre a candidata democrata fazem com tenham o mesmo efeito nos entrevistados.

A pesquisa mostra que Clinton tem forte apoio de negros, mulheres e brancos com nível universitário e jovens eleitores. Trump possui grande apoio de eleitores homens, brancos sem nível universitário, brancos evangélicos, católicos e eleitores mais velhos.

Menos de um eleitor entre dez disse que poderia mudar seu voto até terça-feira. Um total de 92% dos eleitores diz já ter decidido em quem votarão.

(Com New York Times)


15 / 08 / 2016 - as 09:51

O papa Francisco voltou a fazer neste domingo (14) um apelo em nome dos refugiados. Durante o Angelus, celebrado na praça São Pedro, o pontífice afirmou que Deus pede às pessoas que ajudem aquelas que fogem de perseguições em seus países.

"É o próprio fogo do Espírito Santo quem nos faz ficar próximos dos outros, das pessoas que sofrem, dos necessitados, de tantas misérias humanas, de tantos problemas: dos refugiados, dos solicitantes de refúgio. É aquele fogo que vem do coração", disse Jorge Bergoglio.

Desde que assumiu o comando da igreja católica, em março de 2013, o papa faz constantes discursos em defesa dos refugiados, principalmente após o agravamento da crise migratória no mundo, em meados do ano passado.

Na última quinta-feira (11), Francisco chegou até a almoçar com refugiados sírios que foram acolhidos pelo Vaticano. 

Fonte: Agência Brasil.

 


28 / 07 / 2016 - as 15:20

Um dos autores do atentado em Saint-Etienne-du-Rouvray, na região de Rouen, na França, Adel Kermiche, enviou uma mensagem na rede social Telegram orientando seus contatos a "pegar uma faca, ir a uma igreja e realizar um massacre".

"Corte duas ou três cabeças e acabe logo com isso", acrescentou o terrorista, que estava sendo monitorado pelas autoridades locais após ter tentado entrar na Síria para se juntar aos jihadistas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis). As informações foram divulgadas pelo jornal francês L'Express .

O jovem de 19 anos tinha como foto de perfil uma imagem do "califa" do Estado Islâmico Abu Bakr Al-Bagdadi e convidava seus contatos a imitá-lo.

No chat, ele ainda falou da vontade de criar uma célula terrorista, os detalhes de suas tentativas fracassadas de ir ao Oriente Médio, a descrição do seu plano de ataque contra a igreja e a tentativa de recrutamento de aliados.

Durante semanas, Kermiche descreveu tudo em seus arquivos de áudio que, como escreve o L'Express , parece um diário direcionado a seus cerca de 200 contatos no Telegram.

Na manhã da última terça-feira, dia 26, dois homens que se diziam leais ao Estado Islâmico invadiram uma igreja em Saint-Etienne-du-Rouvray e degolaram o padre Jacques Hamel, de 84 anos, durante uma missa. Os agressores foram mortos pela Polícia. O atentado ocorreu há pouco mais de dez dias do massacre em Nice, quando um jihadista matou mais de 80 pessoas, deixando a França em choque.

Fonte: Terra


26 / 07 / 2016 - as 15:37

O papa Francisco foi informado, na manhã de hoje (26), sobre o último ataque na França que deixou um padre morto e disse lamentar o episódio de violência que ocorreu na madrugada desta terça-feira. Segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, Francisco está rezando pelas vítimas e condena "esta violência absurda", assim como "toda forma de ódio".

"É mais uma notícia horrível que, infelizmente, se soma a uma série que vem nos chocando, criando imensa dor e preocupação", disse o representante, acrescentando que o Vaticano acompanha a situação da igreja francesa.

Pelo menos três pessoas morreram e uma ficou ferida em estado grave após o ataque realizado em uma igreja em Saint-Etienne-du-Rouvray, nas proximidades de Rouen, na França. O refém morto foi identificado pela mídia local como Jacques Hamel, um padre de 84 anos. Ele teria sido degolado.

Padre Jacques Hamel, de 84 anos, foi degolado 

As outras duas vítimas fatais são os agressores, que foram "neutralizados" pelas forças de segurança. Além disso, uma religiosa foi hospitalizada em estado grave e um policial ficou ferido durante a operação. De acordo com a imprensa local, os criminosos teriam invadido a igreja portando facas e gritando em defesa do Estado Islâmico.

Fonte: Agência Brasil

 


04 / 07 / 2016 - as 10:12

O número de mortos em ataques no Iraque, entre a noite de sábado (2) e a madrugada de domingo (3), subiu para 200, segundo balanço divulgado pela CNN, citando fontes oficiais.  O grupo terrorista e extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a ação.

O último balanço foi divulgado pelo vice-chefe do comitê do Conselho Provincial de Bagdá, Mohamed al-Rubaye, em uma entrevista nesta segunda-feira (4). A Reuters, no entanto, diz que 147 pessoas morreram e 35 seguiam desaparecidas, segundo a polícia e fontes médicas. 

O mais letal dos ataques ocorreu na região de Al Karrada quando um suicida detonou um caminhão frigorífico que trafegava no meio de uma multidão reunida perto da sorveteria Yabar Abu al Sharbat.

A sorveteria mais popular e antiga de Bagdá estava movimentada à 1h (horário local, 19h em Brasília). No momento do ataque, Al Karrada estava cheia mesmo tarde da noite porque os iraquianos costumam comer fora de casa durante o mês do Ramadã, já que passam o dia jejuando - a solenidade termina na próxima semana.

Uma outra explosão atingiu uma movimentada área comercial do centro da capital iraquiana, que estava repleta de gente devido ao Ramadã, mês de jejum muçulmano. O artefato explodiu na estrada em um mercado em al-Shaab, um distrito xiita popular do norte da capital.

O ataque com bombas é o mais mortal no país desde que as forças iraquianas desalojaram no mês passado militantes do Estado Islâmico de Fallujah, reduto do grupo a oeste da capital que servia como plataforma para o lançamento de ameaças desse tipo.

O EI assumiu a autoria do atentado em comunicado assinado e divulgado nas redes sociais, no qual garantiu que o alvo eram os xiitas. O grupo terrorista, que avaliou em 40 o número de mortos e em 80 o de feridos, advertiu que "com a permissão de Deus prosseguirão os ataques dos mujahedins contra os renegados".

O Iraque trava uma luta contra o EI desde junho de 2014, quando o grupo terrorista assumiu amplas regiões do norte e do centro do país e proclamou um califado.

Fonte: G1 SP e Reuters

 


13 / 06 / 2016 - as 11:26

A Prefeitura de Orlando confirmou a morte de Eddie Jamoldroy Justice, de 30 anos, no ataque que deixou 50 mortos e 53 feridos dentro da boate gay 'Pulse' em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos. Até agora, foram divulgados os nomes de 21 vítimas do atirador Omar Saddiqui Mateen.

Eddie enviou uma mensagem no celular da mãe durante o ataque. Ele afirmava a ela que estava no banheiro da casa noturna e que o atirador se aproximava. "Estão atirando. Ele está vindo. Vou morrer". Mina fez também uma declaração de amor para a mãe.

Pior ataque da história
O número de mortos faz do ato o pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos. O último com proporções comparáveis foi o massacre de 2007 na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos, segundo a Reuters. Este é o pior massacre terrorista em solo americano, depois do 11 de setembro.

Ao lado de representantes da polícia local, do FBI e de um líder muçulmano, o prefeito da cidade, Buddy Dayer, lamentou dar a notícia de que o número de mortos na casa noturna Pulse era maior que o estimado anteriormente. "Há sangue por todo lado", disse.

O atirador morreu durante a troca de tiros com a polícia. O FBI confirmou no início da tarde a identidade do suspeito: Omar Saddiqui Mateen. Ele tinha 29 anos e era um cidadão norte-americano, filho de pais afegãos. A Polícia de Orlando afirmou que os boatos de que haveria vários atiradores são "infundados".

De acordo com as autoridades, na última semana, o suspeito comprou legalmente duas armas de fogo – uma pistola e uma arma de cano longo.

O agente do FBI Ronald Hopper disse em coletiva de imprensa ter recebido informações de que, antes do ataque, Mateen ligou para o número de emergência 911 e disse ser leal ao Estado Islâmico.

O suspeito já havia sido investigado porque havia citado possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho. Ele foi interrogado pelo FBI em duas ocasiões.

Apesar das investigações passadas, Omar Saddiqui Mateen não estava sendo investigado atualmente e não estava sob observação do FBI. Não há, por enquanto, evidências de que ele tenha sido treinado ou orientado pelo Estado Islâmico, segundo a rede "CNN".

Mais cedo, uma agência de notícias ligada ao Estado Islâmico afirmou que o ataque foi realizado por um "combatente" do grupo, sem fazer referência à identidade de Mateen. O senador da Flórida Bill Nelson disse que não está confirmado que o grupo tenha assumido a responsabilidade pelo ataque.

Em entrevista ao canal de TV "NBC", o pai do suspeito descartou motivações religiosas para o ataque e citou comportamentos homofóbicos. "Isto não tem nada a ver com a religião", disse Seddique Mateen, acrescentando que seu filho ficou transtornado, há mais ou menos dois meses, quando viu dois homens se beijando durante uma viagem a Miami.

A ex-mulher de Mateen disse ao "Washington Post" que ele era violento, mentalmente instável e batia nela constantemente enquanto eles eram casados. Os dois ficaram juntos por 4 meses e não se falavam há mais de 7 anos.

Possível terrorismo
Segundo o presidente Barack Obama, tratou-se de "um ato de terror e ódio".  Ele disse que o FBI investiga o caso como terrorismo, mas reforçou que as motivações do atirador ainda não estão claras.

O FBI trata o massacre como um possível ataque terrorista doméstico, considerando que o suspeito poderia ter "inclinação" pelo terrorismo islâmico.

O governador da Flórida, Rick Scott, disse que, pelo número de vítimas, o ataque é "claramente um ato de terror".

Ataque a boate
A polícia de Orlando informou que foi chamada por volta das 2h (3h de Brasília) e, quando agentes chegaram à boate Pulse, houve troca de tiros do lado de fora e o atirador voltou para dentro e fez reféns por algumas horas.

"Às... 5h nesta manhã, foi tomada a decisão de resgatar as vítimas mantidas reféns dentro do local. Nossos policiais trocaram tiros com o suspeito. O suspeito está morto", disse o chefe de polícia de Orlando, John Mina.

Para entrar na casa noturna, a polícia realizou uma "explosão controlada" com ajuda de uma equipe da Swat. Ao menos um policial ficou ferido na troca de tiros com o agressor, mas a ação da polícia salvou ao menos 30 vidas, disse Mina.

Não ficou claro quando as vítimas dentro do clube morreram, se foi antes, durante a tomada de reféns ou no confronto entre o atirador e a polícia.

O suspeito portava um rifle um rifle AR calibre .223 e uma pistola 9mm semiautomática, além de um "dispositivo suspeito" não identificado nele. O Corpo de Bombeiros deslocou uma equipe de desativação de artefatos explosivos, indicou o jornal local "Orlando Sentinel".

A boate Pulse é uma das casas noturnas mais emblemáticas da causa da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) na Flórida e nos Estados Unidos. O estabelecimento foi fundado em 2004 e faz parte de uma rede comunitária dinâmica na Flórida para "despertar as consciências" sobre a homossexualidade nos Estados Unidos e no mundo.

Fonte: G1 e Reuters

 



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