31 / 10 / 2015 - as 17:34

Um avião da companhia áerea russa KogalimAvia, mais conhecida como Metrojet, caiu na madrugada deste sábado (31) na península do Sinai, no Egito, e deixou 224 mortos, segundo o governo egípcio. O voo saiu de uma cidade no litoral do Egito e seguia para São Petersburgo, na Rússia. Cerca de 150 corpos foram encontrados em um raio de 5km.

O Airbus A-321 transportava 217 passageiros, entre eles 138 mulheres, 62 homens e 17 crianças, além de 7 tripulantes. Segundo a Reuters, 214 eram russos e três ucranianos.  "Agora vejo uma cena trágica. Muitos mortos no chão e outros tantos ainda presos em suas poltronas", relatou uma autoridade egípcia. Segundo ele, o avião se dividiu em duas partes.

Uma primeira análise do local do acidente indicou que a queda pode ter sido causada por um falha técnica. O Estado Islâmico afirmou no Twitter que foi responsável pela queda do avião, segundo a France Presse. Segundo as agências de notícias internacionais, a caixa preta foi encontrada.

O Airbus A-321 transportava 217 passageiros, entre eles 18 crianças, e 7 tripulantes. Segundo a BBC, autoridades egípcias disseram que todos eram russos. "Agora vejo uma cena trágica. Muitos mortos no chão e outros tantos ainda presos em suas poltronas", relatou uma autoridade egípcia à Reuters. Segundo ele, o avião se dividiu em duas partes.

Uma fonte de segurança disse às agências de notícias internacionais que a caixa preta do avião foi encontrada. Ele afirmou ainda que um exame preliminar indica que não houve nenhuma operação terrorista e que a queda pode ter sido causada por um erro técnico.

O primeiro-ministro egípcio, Ismail Sharif, confirmou o acidente por meio de comunicado. O avião perdeu contato com os radares 23 minutos após a decolagem, quando sobrevoava a cidade de Larnaka, informou um porta-voz de Rosaviatsia, a agência de aviação civil da Rússia.

O avião caiu em uma área montanhosa no centro de Sinai e más condições atmosféricas dificultaram o acesso das equipes de resgate ao local, de acordo com a autoridade da segurança egípcia que havia acabado de chegar ao local contou à Reuters. Cerca de 50 ambulâncias foram enviadas para o local. Os corpos dos passageiros serão levados de avião para o Cairo, segundo a fonte.

Amostras de DNA serão coletadas dos parentes dos passageiros que estavam a bordo do avião, conforme informou o comitê de políticas sociais da Rússia.

Parentes dos passageiros estão se reunindo no balcão de informações da companhia aérea russa Kogalymavia no aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, com a esperança de encontrar mais informações sobre o voo.

O Airbus A-321 tinha como destino o aeroporto Pulkovo da cidade russa de São Petersburgo. O voo 9268 transportava muitos turistas do resort egípcio de Sharm el-Sheikh.

O porta-voz da Rosaviatsia acrescentou que a aeronave não contatou o controle de tráfego aéreo do Chipre como estava agendado 23 minutos depois da decolagem e desapareceu do radar. As autoridades da aviação civil perderam contato com a aeronave quando o ela estava a 30.000 pés de altitude (9.144 m), segundo um funcionário da autoridade de controle do espaço aéreo do Egito.

Equipes de resgate russas no Egito

O presidente russo, Vladimir Putin, expressou suas "profundas condolências" às famílias das vítimas e ordenou o envio de equipes de emergência russas para o local da queda, segundo a France Presse. Putin decretou luto nacional no domingo (1º).

O chefe de Estado "deu a ordem ao ministro das Situações de Emergência (...) Vladimir Putchov de enviar imediatamente, em acordo com as autoridades egípcias, aviões do ministério para trabalhar no local do acidente", indicou o Kremlin em um comunicado.

Segundo agência de notícias russa, o ministro da Defesa da Rússia convocou uma reunião de ermergência para discutir a queda do avião. No total, cinco aviões com especialistas em várias áreas estão a caminho do Egito.

O Comitê de Investigação da Rússia lançou um processo criminal contra a companhia aérea Kogalymavia. A agência de notícias RIA informou que o caso será investigado pelo artigo de regulação "violação das regras de voos e preparações".

Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, informou na sua página no Facebook que a Embaixada russa no Egito deve acompanhar a situação do avião da companhia aérea russa.

Em seu perfil no Twitter, a Airbus, fabricante do A-321, informou que já tem conhecimento da situação e que está avaliando a situação. Segundo a empresa, mais informações serão fornecidas assim que estiverem disponíveis.

Último acidente aéreo no Egito

O último acidente aéreo no Egito foi em janeiro de 2004 e fez 148 mortos, incluindo 134 turistas franceses. Um Boeing 737 da empresa egípcia Flash Airlines caiu no Mar Vermelho, poucos minutos depois de decolar do aeroporto de Sharm el-Sheikh.

Desde o início em 2011 da revolta que derrubou Hosni Mubarak do poder, o turismo está fraco e as autoridades tentam relançar de todas as maneiras esse setor vital da economia egípcia.

Apesar da instabilidade política do país e os atentados jihadistas contra as forças de segurança no norte do Sinai, os resorts do Mar Vermelho, no sul da península, continuam sendo um dos principais destinos turísticos do país e muito frequentados por turistas russos e do leste europeu, que chegam diariamente a bordo de vários voos fretados.

Fonte: G1

 


28 / 10 / 2015 - as 11:20

Neymar sofreu mais um revés em sua transferência do Santos para o Barcelona. Sua mãe, Nadine Gonçalves da Silva Santos, foi arrolada no processo judicial movido na Espanha pela empresa DIS por fraude contra Santos, Barcelona e a própria família do jogador, como divulgou nesta terça-feira o jornal espanhol Marca. A DIS entende que a mãe do jogador deve também responder no processo porque ela tem parte da empresa de Neymar.

"É imputada (a Nadine) participação nos atos, visto que tem participação de 50% na sociedade da N&N (empresa de Neymar), constituída pouco antes dos acordos pelos quais recebeu 10 milhões de euros", avaliou o juiz titular do Tribunal de Instrução nº 5 da Audiência Nacional da Espanha.

Neymar, Santos e Barcelona ainda não convenceram os promotores da legalidade da negociação do jogador brasileiro. A DIS entrou no processo porque tinha parte dos direitos federativos do atacante. A empresa pede mais dinheiro. Entende ter sido prejudicada na transação, assim como o Santos, depois que ficou sabendo dos valores envolvidos. Inicialmente, o Barcelona alegou ter comprado Neymar por 57,1 milhões de euros, sendo que deste valor 17 milhões euros foram para o Santos. Depois, o clube espanhol admitiu, na Justiça, que a transação havia chegado aos 85 milhões de euros.

Em junho deste ano, a Justiça da Espanha, em Madri, resolveu investigar o caso da DIS. Antes de pedir para ouvir a mãe do jogador, já estavam arrolados ao processo o próprio Neymar, seu pai, Neymar Santos, o presidente do Barcelona, Josep Bartomeu, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, ex-presidente do clube da Vila Belmiro, assim como seu sucessor, Odílio Rodrigues, e a empresa do jogador.

A discussão jurídica é por dinheiro. O pai de Neymar ficou com 40 milhões de euros na transação. A DIS tinha 40% dos direitos de Neymar. O Santos, 55%. Eles praticamente dividiram os 17 milhões de euros. Entendem que Neymar foi vendido por muito mais, como afirmou o Barcelona, chegando a desembolsar 100 milhões de euros. Neymar ainda não se manifestou sobre o assunto, mas sabe-se que ele tenta de todas as maneiras blindar sua mãe dos negócios da família.

Fonte: yahoo


27 / 10 / 2015 - as 12:16

Os esforços das autoridades afegãs e paquistanesas centram-se hoje (27) nas operações de resgate e a entrega de ajuda humanitária depois do terramoto de ontem (26), que já causou pelo menos 300 mortos e 2 mil feridos nos dois países.

No Afeganistão, segundo o balanço mais recente do Governo, há 76 mortos e 268 feridos. Entretanto, as autoridades locais apontam para 94 mortos e 345 feridos em decorrência do tremor que, de acordo com o Instituto Geológico dos Estados Unidos, alcançou magnitude de 7,5 graus na escala de Richter.

O porta-voz do governo afegão, Javid Faisal, declarou à agência EFE que mais de 4 mil casas ficaram destruídas pelo terramoto, que ocorreu em Badakhshan, província no Nordeste do país e que faz fronteira com o Tajiquistão, a China e o Paquistão.

As províncias de Badakhshan, Takhar (nordeste), Baghlan (norte), Nuristan, Laghman, Nangarhar e Kunar (leste) são as mais afetadas.

Fontes locais também indicaram que 5.370 casas ficaram destruídas com o sismo, especialmente em Badakhshan – em que o seu governador em exercício, Waliullah Adib, referiu que há 2,7 mil casas destruídas – e Kunar.

Num comunicado pouco usual, os talibãs pediram hoje às organizações humanitárias e aos “países ricos” que não poupem na ajuda das vítimas do terramoto, muitas delas na zona sob seu controle ou em conflito com os rebeldes.

No Paquistão, as autoridades elevaram o número de mortos para 231 e 1.652 feridos e estão deslocando equipes de ajuda para as zonas mais afetadas, principalmente nas províncias de fronteira com o Afeganistão.

“Equipes médicas e de resgate chegaram já a algumas áreas afetadas, ainda que em muitas outras zonas não seja possível ter acesso devido às dificuldades no terreno”, explicou à EFE o porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Paquistão, Ahmed Kamal.

Segundo o porta-voz, o governo enviou até ao momento um helicóptero, um hospital móvel, 2 mil mantas e o mesmo número de tendas de campanha e esteiras para a província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão e a mais afetada pelo tremor.

O porta-voz explicou que foi nessa província que houve o maior número de mortos, 184, além dos 1.456 feridos.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, viajou hoje para Shangla, no Noroeste, para conhecer a situação da população atingida pelo tremor de terra.

Na Índia, o terramoto deixou dois mortos e dois feridos no Noroeste do país em incidentes relacionados com o tremor.

Fonte: Agência Brasil


13 / 10 / 2015 - as 10:08

Sacerdote católico há 17 anos, o polonês Krysztof Charamsa, de 43 anos, causou alvoroço dentro e fora do Vaticano após se declarar homossexual e apresentar seu companheiro, o catalão Eduard Planas, em Roma.

Para o anúncio, o padre escolheu uma data estratégica: dia 3, véspera do início do Sínodo de Bispos, reunião em que líderes da Igreja Católica discutem, até 24 de outubro, questões relacionadas à família.

Em entrevista à BBC Brasil, ele defendeu o anúncio naquele momento por acreditar que "um sínodo que quer falar da família não pode excluir nenhum modelo familiar. Homossexuais, lésbicas e transexuais têm direito ao amor e a construir famílias".

Charamsa também tornou público seu "Manifesto de liberação gay", no qual pede o fim da discriminação de pessoas homossexuais por parte da Igreja Católica.

Após o anúncio, o padre Charamsa foi afastado de seu trabalho como funcionário da Congregação para a Doutrina da Fé (o antigo Santo Ofício, cuja função é promover e tutelar a doutrina da fé e da moral em todo o mundo católico), em que também era secretário-adjunto da Comissão Internacional Teológica. Além disso, foi demitido das duas universidades católicas em que dava aulas, em Roma.

Apesar das consequências imediatas, afirma que sente aliviado. "Sou um padre gay e estou feliz em poder dizer isso abertamente", declara nesta entrevista, concedida em um hotel em Badalona, perto de Barcelona, na Espanha.

BBC Brasil – Após anunciar sua homossexualidade, o senhor tem recebido demonstrações de apoio e críticas. Como vê a repercussão da sua declaração?

Krysztof Charamsa – Por parte do Vaticano, a consequência foi automática. Perdi meu trabalho na Congregação e nas universidades pontifícias. Por outro lado, tenho recebido palavras de conforto, apoio, gratidão e relatos de pessoas que se sentem identificadas e liberadas com meu gesto. Admito que foi um gesto dramático, quase de desespero diante de uma igreja que considero homofóbica, cheia de medo e ódio. Eu vivi o pesadelo da homofobia da minha igreja.

BBC Brasil – Por que o senhor diz que a igreja é homofóbica?

Charamsa – Porque ainda não é capaz de encarar a realidade, não deu o passo dado pela medicina e leis de alguns Estados. Não há nada o que curar na homossexualidade, não é delito ser homossexual. Não se pode viver toda a vida no armário, numa quase esquizofrenia de não aceitação de si mesmo. Você não pode imaginar o sentimento de culpa de um gay crente! A mentalidade cristã fundiu em nós que ser homossexual é pecaminoso e diabólico.

BBC Brasil – Qual é o desafio da Igreja Católica para atrair esse coletivo?

Charamsa – A igreja não faz nada para atrair essas pessoas! Eu trabalhava na Congregação para a Doutrina da Fé, que preparou, de 1975 até hoje, quatro documentos sobre a homossexualidade. Todos se referem aos homossexuais em termos negativos, não à luz da ciência moderna. Os documentos dizem que todo desejo ou ato homossexual não é humano. Como se pode falar assim de uma grande comunidade que sempre existiu em cada época da história?

BBC Brasil – Quando o senhor decidiu que era o momento de dizer ao mundo que é gay?

Charamsa – Sair do armário é um processo difícil e longo, mas hoje vejo o quanto foi necessário e salvífico para mim, me fez feliz, me fez forte. Ao tomar essa decisão, pensei também nas pessoas que por anos vivem em um armário de medo e de ódio.

BBC Brasil – Por que resolveu fazer esse anúncio justo às vésperas do início do Sínodo de Bispos?

Charamsa – Eu queria chamar a atenção da minha igreja que um sínodo que quer falar da família não pode excluir nenhum modelo familiar. Homossexuais, lésbicas e transexuais têm direito ao amor e a construir famílias. Mas até agora o assunto foi marginalizado e estigmatizado.

BBC Brasil – O sr. acredita que a Igreja Católica admitirá o sacerdócio sem celibato?

Charamsa – Isso certamente acontecerá. Diferente da igreja latina, na oriental um padre pode escolher ser celibatário ou casado. Celibato não é uma verdade de fé, é uma disciplina, uma imposição. Vamos em direção a um celibato opcional, muito mais saudável.

BBC Brasil – No Brasil, o Congresso discute o Estatuto da Família, que delimita o conceito de família para homem, mulher e filhos. Até que ponto a igreja influencia discussões desse tipo?

Charamsa – A igreja é uma autoridade mundial e em países latino-americanos sua influência é muito forte, mas pode ser fonte de profundo sofrimento. A igreja tem a ideia falsa de que homossexuais não podem formar família. Acredita que só buscam sexo. Isso é horrível. Não somos maníacos que buscam prazer sexual, somos humanos que buscam amor.

BBC Brasil – Nos últimos anos, a Igreja Católica no Brasil tem perdido fiéis para outras igrejas. Qual o desafio diante desse êxodo?

Charamsa – No Brasil, algumas comunidades evangélicas deram um passo importante para entender os homossexuais. Na Europa, entre anglicanos e evangélicos, já há um pensamento mais adequado sobre homossexualidade. A ética sexual necessita de uma profunda revolução, adequada a uma nova consciência de humanidade e sexualidade.

BBC Brasil – O senhor disse que lhe emocionaram as palavras do papa Francisco, voltando de uma viagem ao Brasil, quando afirmou: "Quem sou eu para julgar um gay?". Por que lhe marcou?

Charamsa – Estou muito agradecido ao papa Francisco, ele é um verdadeiro homem de Deus. As pessoas veem sua transparência, sua verdade, querem escutá-lo. O papa Francisco disse essa frase, mas na igreja há uma instrução de 2005 que julga todos os gays e contradiz suas palavras.

BBC Brasil – O senhor escreveu ao papa para explicar a declaração que faria. Acha que ele vai responder sua carta?

Charamsa – Não sei. Mas comuniquei ao papa Francisco meu estado de ânimo, de alma, de coração. Pedi que a reunião de bispos que ele preside possa discutir não somente a família heterossexual, mas todas as famílias.

BBC Brasil – Acha que a igreja vai proibi-lo de exercer o sacerdócio?

Charamsa – Sim, é possível.

BBC Brasil – Que planos o senhor tem? Pensa ser ativista dos gays católicos?

Charamsa – Ainda não sei, mas penso servir os valores da minha vocação. Sou um padre chamado por Deus como homossexual. Quem viveu tanto tempo no armário precisa de uma palavra de aceitação, esperança, reconhecimento de sua dignidade. Esta é a mensagem do cristianismo: o que podemos dar a esse mundo senão o amor?

Fonte: G1


14 / 09 / 2015 - as 09:02

Os cadáveres de outros 18 migrantes foram encontrados neste domingo (13) na costa da Grécia, elevando para 28 o número de mortos no naufrágio de uma embarcação com cerca de 100 imigrantes e refugiados a leste da ilha grega de Farmakonisi, no sul do mar Egeu, perto do litoral da Turquia. Segundo os primeiros relatos, uma criança estava entre as vítimas.

Após receber um alerta de auxílio, a Guarda-Costeira grega iniciou uma operação que permitiu resgatar do mar 68 pessoas. Outras 29 conseguiram chegar nadando à praia de Farmakonisi.

Esse é o terceiro naufrágio com mortos durante o fim de semana. No sábado (12), uma embarcação com quatro menores e um adulto desapareceram após uma embarcação de plástico ter virado nas proximidades de Samos. Os trabalhos de busca para encontrá-lo ainda não deram nenhum resultado.

A Organização Internacional para as Migrações indicou que mais de 430 mil migrantes e refugiados cruzaram o Mediterrâneo com destino à Europa durante o ano, e contabilizou em 2.748 os que morreram ou desapareceram nesta tentativa. Deste total, cerca de 310 mil chegaram à Grécia, que ficou sobrecarregada.

"A Grécia aplica rigidamente os tratados europeus e internacionais sem ignorar o humanismo e a solidariedade", declarou neste domingo a primeira-ministra interina, Vassiliki Thanou, de visita a Mitilene, na ilha de Lesbos, na linha de frente na chegada de migrantes.

Também considerou inaceitáveis as críticas contra Atenas pela forma como administra a crise.

A chanceler alemã, Angela Merkel, convocou no sábado a Grécia a proteger melhor as fronteiras externas da UE e convocou um diálogo com a Turquia, por onde transitam muitos migrantes provenientes, sobretudo, da Síria.

"A Grécia também deve assumir suas responsabilidades" na proteção das fronteiras externas da UE, já que ela "não está atualmente garantida", disse Merkel.


Fonte: G1 com Agência EFE

 


05 / 07 / 2015 - as 12:30

O Papa Francisco iniciou neste domingo (5) uma histórica viagem à América Latina, quando visitará Equador, Bolívia e Paraguai, países "periféricos" marcados pela desigualdade, a pobreza e décadas de opressão e humilhação. É a nona viagem internacional de seu pontificado.

Francisco decolou às 9h (horário local, 4h em Brasília) do aeroporto romano de Fiumicino e, após percorrer mais de 10.000 quilômetros, aterrissará no aeroporto Mariscal Sucre da capital equatoriana, Quito, às 15h locais (17h em Brasília).

O país é atualmente palco de uma série de protestos contra o presidente Rafael Correa, por causa do aumento de impostos e da suposta autocracia do governo. Correa demonstrou preocupação e definiu as manifestações como uma tentativa de estragar a viagem do pontífice ao continente. Apesar disso, as ruas da capital estão tomadas por cartazes com homenagens ao Sumo-Pontífice. 

Até quarta-feira (8) de manhã, o Papa Francisco terá compromissos no Equador. Em Quito, ele visitará o Presidente da República no Palácio Presidencial “Carondelet”, dentre outros encontros. Também conhecerá a cidade de Guaiaquil, a maior do país.

Em seguida, o pontífice viaja até a Bolívia, onde também tem um compromisso com o presidente Evo Morales. No país, rezará a Santa Missa na Praça Cristo Redentor, em Santa Cruz de la Sierra, e participará do II Encontro Mundial dos Movimentos Populares, na Expo Feria. É esperado que ele defenda os direitos dos indígenas no país.

E na sexta (10), o Papa Francisco desembarca em Assunção, no Paraguai, para um encontro com o presidente Horacio Cartes e outras autoridades, no Palácio de los López. Durante o sábado (11), passará pelo Hospital Pediátrico “Niños de Acosta Nu” e rezará a Santa Missa na praça do Santuário Mariano de Caacupé.

Para finalizar a visita à América do Sul, o pontífice se encontra com os bispos do Paraguai, no sábado, no Centro Cultural da Nunciatura Apostólica, e com jovens do país, na Avenida Costanera de Assunção. Às 19 horas, ele retorna para Roma, na Itália.

Francisco, que completou 78 anos em dezembro, tomará nada menos que sete aviões e pronunciará 22 discursos, em uma das viagens mais "intensas" que fez desde que foi eleito Papa, em março de 2013.

A visita do Papa Francisco ao seu continente natal inclui três países em que boa parte da população é católica: Equador, Bolívia e Paraguai têm mais de 80 por cento de fiéis. Apesar dos números expressivos, a Igreja está perdendo seguidores para os grupos evangélicos protestantes da região.

Em setembro, ele retorna à América, desta vez a Cuba e Estados Unidos, após sua mediação histórica para a reconciliação entre os dois países e num momento em que seu prestígio continua a aumentar entre os católicos em todas as Américas.

Fonte: G1

 


30 / 06 / 2015 - as 08:41

Vence nesta terça-feira (30) o prazo para a Grécia pagar uma parcela de 1,6 bilhão de euros de sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Também vence nesta terça o prazo para o país receber ajuda financeira da zona do euro, necessária para evitar um possível calote. Sem essa ajuda, o país não conseguirá pagar o FMI e entrará em situação de calote.

O Banco Central Europeu (BCE) e a União Europeia (UE) exigem, em troca da ajuda financeira, que a Grécia faça uma série de reformas econômicas que incluem medidas como aumento de impostos e cortes na aposentadoria. O esforço fiscal seria da ordem de 2 bilhões de euros. A Grécia não aceita fazer essas reformas e, caso o calote ao FMI se confirme, o país pode deixar a zona do euro.

Nas últimas semanas, houve diversas tentativas de acordo em negociações entre o governo grego e ministros da zona do euro, sem sucesso. A Grécia recusou as exigências, alegando que elas prejudicariam ainda mais a situação econômica do país.

Há ainda um fator político: o premiê grego, Alexis Tsipras, venceu as eleições em janeirocom a promessa de acabar com medidas de "aperto financeiro" como as do governo anterior.

Na sexta-feira (26), Tsipras convocou um referendo para que a população diga se quer ou não que a Grécia aceite as reformas econômicas impostas pelos credores. Em pronunciamento pela TV na segunda (29), o premiê pediu que os gregos escolham o "não".

Assustados com a crise, os gregos iniciaram uma corrida aos bancos para retirar seu dinheiro das instituições. Com a onda de retiradas, o governo anunciou neste fim de semana "feriado bancário", que teve início na segunda.

Na noite de segunda, milhares de gregos reuniram-se em frente ao Parlamento em Atenas para dizer "não" às reformas exigidas pelos credores. Tsipras disse que vai respeitar a decisão do povo "qualquer que seja", e que após a votação o governo retomará as negociações. "O referendo dará à Grécia melhores armas para negociar", afirmou.

O referendo, porém, foi marcado para 5 de julho, quando já terá vencido o prazo de pagamento. 

RESUMO DO CASO:
- A Grécia enfrenta uma forte crise econômica por ter gastado mais do que podia
- Essa dívida foi financiada por empréstimos do FMI e do resto da Europa
- Nesta terça-feira (30), vence uma parcela de € 1,6 bilhão da dívida com o FMI, mas o país depende de recursos da Europa para conseguir fazer o pagamento
- Os europeus, no entanto, exigem que o país corte gastos e pensões para liberar os recursos
- No final de semana, o primeiro-ministro grego convocou um referendo para 5 de julho. Os gregos serão consultados se concordam com as condições europeias para o empréstimo
- Como a crise ficou mais grave, os bancos ficarão fechados esta semana para evitar que os gregos saquem tudo o que têm e quebrem as instituições
- Se a Grécia não pagar o FMI, entrará em "default", o que pode resultar na saída do país da zona do euro
- A saída não é automática e, se acontecer, pode demorar. Não existe um mecanismo de "expulsão" de um país da zona do euro.
- Se o calote realmente acontecer, a Grécia deve ser suspensa do Eurogrupo e do conselho do BC europeu
- A Europa pressiona para que a Grécia aceite as condições e fique na região. Isso porque uma saída pode prejudicar a confiança do mundo na região e na moeda única
- Para a Grécia, a saída do euro significa retomar o controle sobre sua política monetária (que hoje é "terceirizada" para o BC europeu), o que pode ajudar nas exportações, entre outras coisas, mas também deve fechar o país para a entrada de capital estrangeiro e agravar a crise econômica.

E se a Grécia declarar moratória?

O FMI não tem nenhuma margem de manobra e ficará legalmente impossibilitado de emprestar dinheiro a Atenas.

A Grécia já usou uma cláusula no início de junho para reagrupar vários pagamentos e obter um alívio até o final do mês - ou seja, deixou acumular pagamentos que venceriam em datas distintas para quitar a soma no último vencimento. Essa soma é justamente o montante de 1,6 bilhão de euros que precisam ser pagos nesta terça.

Sem o pagamento, o país pode declarar sua própria moratória – semelhante ao que foi feito na Argentina em 2002. A moratória acontece quando um país declara não ter condições financeiras de cumprir suas obrigações.

Pelas regras do FMI, a diretora-gerente do fundo, Christine Lagarde, teria um mês para informar à junta de diretores que representam os 188 países-membros da instituição sobre a moratória. Mas ela não esperará tanto tempo "dada a visibilidade e a importância do caso grego", afirmou um porta-voz do FMI.

Três meses após a moratória, e após a apresentação formal de uma queixa, a Grécia pode ser privada de sua capacidade de usar os Direitos Especiais de Giro (DEG), a moeda criada pelo FMI com base em uma cesta das principais moedas do mundo.

Depois, o FMI terá até 15 meses para emitir formalmente uma "declaração de não cooperação", que pode provocar nos três meses seguintes a suspensão dos direitos de voto de Atenas dentro da instituição. Essa decisão teria consequências sobretudo simbólicas, mas confirmaria o isolamento do país dentro do FMI.

Nos seis meses seguintes, totalizando dois anos depois do descumprimento do pagamento inicial, pode ter início então um procedimento de expulsão do FMI. Mas esse resultado é pouco provável: deve-se obter o consentimento da maioria dos Estados-membros (85%) e até agora sempre preferiu-se evitar este tipo de situação extrema.

Países em moratória

Na história do FMI, só um país, a Tchecoslováquia, foi excluído do fundo, na década de 1950, em plena Guerra Fria. Zimbábue, Sudão e Somália, que estão em moratória há décadas, nunca foram ameaçados com a exclusão, embora os montantes devidos por esses países sejam incomparáveis aos da Grécia.

O Zimbábue, último país a descumprir pagamento com o FMI em 2001, deve 101,1 milhões de euros à instituição. Só em 2015, a Grécia deve pagar 5,4 bilhões ao FMI.

Fonte: G1


25 / 06 / 2015 - as 08:26

O número de mortes provocadas pela onda de calor no sul do Paquistão chegou a 800 nesta quinta-feira (25), dia em que a queda de temperatura aliviou a situação em Karachi, a cidade mais afetada do país.

"O número de mortos aumentou a 800, segundo dados recebidos até meia-noite", disse o secretário de Saúde da província, Saeed Mangnejo.

Os cemitérios estão com dificuldades para receber todos os corpos desde o início da onda de calor, no fim de semana passado.

Os hospitais estão em alerta para receber as vítimas de desidratação ou insolação.

Depois de vários dias de temperaturas superiores a 40 graus, o clima em Karachi, a maior cidade do país, deu uma trégua na quarta-feira.


A meteorologia prevê temperaturas de 34 graus para esta quinta-feira.

A onda de calor coincide com o início do mês do Ramadã, durante o qual milhões de muçulmanos no país respeitam um jejum do nascer ao pôr do sol.

O calor também provocou cortes de energia elétrica, um problema frequente no Paquistão que impede o uso de ventiladores e aparelhos de ar condicionado, além de interromper o fornecimento de água em Karachi.

Fonte:G1



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