30 / 06 / 2015 - as 08:41

Vence nesta terça-feira (30) o prazo para a Grécia pagar uma parcela de 1,6 bilhão de euros de sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Também vence nesta terça o prazo para o país receber ajuda financeira da zona do euro, necessária para evitar um possível calote. Sem essa ajuda, o país não conseguirá pagar o FMI e entrará em situação de calote.

O Banco Central Europeu (BCE) e a União Europeia (UE) exigem, em troca da ajuda financeira, que a Grécia faça uma série de reformas econômicas que incluem medidas como aumento de impostos e cortes na aposentadoria. O esforço fiscal seria da ordem de 2 bilhões de euros. A Grécia não aceita fazer essas reformas e, caso o calote ao FMI se confirme, o país pode deixar a zona do euro.

Nas últimas semanas, houve diversas tentativas de acordo em negociações entre o governo grego e ministros da zona do euro, sem sucesso. A Grécia recusou as exigências, alegando que elas prejudicariam ainda mais a situação econômica do país.

Há ainda um fator político: o premiê grego, Alexis Tsipras, venceu as eleições em janeirocom a promessa de acabar com medidas de "aperto financeiro" como as do governo anterior.

Na sexta-feira (26), Tsipras convocou um referendo para que a população diga se quer ou não que a Grécia aceite as reformas econômicas impostas pelos credores. Em pronunciamento pela TV na segunda (29), o premiê pediu que os gregos escolham o "não".

Assustados com a crise, os gregos iniciaram uma corrida aos bancos para retirar seu dinheiro das instituições. Com a onda de retiradas, o governo anunciou neste fim de semana "feriado bancário", que teve início na segunda.

Na noite de segunda, milhares de gregos reuniram-se em frente ao Parlamento em Atenas para dizer "não" às reformas exigidas pelos credores. Tsipras disse que vai respeitar a decisão do povo "qualquer que seja", e que após a votação o governo retomará as negociações. "O referendo dará à Grécia melhores armas para negociar", afirmou.

O referendo, porém, foi marcado para 5 de julho, quando já terá vencido o prazo de pagamento. 

RESUMO DO CASO:
- A Grécia enfrenta uma forte crise econômica por ter gastado mais do que podia
- Essa dívida foi financiada por empréstimos do FMI e do resto da Europa
- Nesta terça-feira (30), vence uma parcela de € 1,6 bilhão da dívida com o FMI, mas o país depende de recursos da Europa para conseguir fazer o pagamento
- Os europeus, no entanto, exigem que o país corte gastos e pensões para liberar os recursos
- No final de semana, o primeiro-ministro grego convocou um referendo para 5 de julho. Os gregos serão consultados se concordam com as condições europeias para o empréstimo
- Como a crise ficou mais grave, os bancos ficarão fechados esta semana para evitar que os gregos saquem tudo o que têm e quebrem as instituições
- Se a Grécia não pagar o FMI, entrará em "default", o que pode resultar na saída do país da zona do euro
- A saída não é automática e, se acontecer, pode demorar. Não existe um mecanismo de "expulsão" de um país da zona do euro.
- Se o calote realmente acontecer, a Grécia deve ser suspensa do Eurogrupo e do conselho do BC europeu
- A Europa pressiona para que a Grécia aceite as condições e fique na região. Isso porque uma saída pode prejudicar a confiança do mundo na região e na moeda única
- Para a Grécia, a saída do euro significa retomar o controle sobre sua política monetária (que hoje é "terceirizada" para o BC europeu), o que pode ajudar nas exportações, entre outras coisas, mas também deve fechar o país para a entrada de capital estrangeiro e agravar a crise econômica.

E se a Grécia declarar moratória?

O FMI não tem nenhuma margem de manobra e ficará legalmente impossibilitado de emprestar dinheiro a Atenas.

A Grécia já usou uma cláusula no início de junho para reagrupar vários pagamentos e obter um alívio até o final do mês - ou seja, deixou acumular pagamentos que venceriam em datas distintas para quitar a soma no último vencimento. Essa soma é justamente o montante de 1,6 bilhão de euros que precisam ser pagos nesta terça.

Sem o pagamento, o país pode declarar sua própria moratória – semelhante ao que foi feito na Argentina em 2002. A moratória acontece quando um país declara não ter condições financeiras de cumprir suas obrigações.

Pelas regras do FMI, a diretora-gerente do fundo, Christine Lagarde, teria um mês para informar à junta de diretores que representam os 188 países-membros da instituição sobre a moratória. Mas ela não esperará tanto tempo "dada a visibilidade e a importância do caso grego", afirmou um porta-voz do FMI.

Três meses após a moratória, e após a apresentação formal de uma queixa, a Grécia pode ser privada de sua capacidade de usar os Direitos Especiais de Giro (DEG), a moeda criada pelo FMI com base em uma cesta das principais moedas do mundo.

Depois, o FMI terá até 15 meses para emitir formalmente uma "declaração de não cooperação", que pode provocar nos três meses seguintes a suspensão dos direitos de voto de Atenas dentro da instituição. Essa decisão teria consequências sobretudo simbólicas, mas confirmaria o isolamento do país dentro do FMI.

Nos seis meses seguintes, totalizando dois anos depois do descumprimento do pagamento inicial, pode ter início então um procedimento de expulsão do FMI. Mas esse resultado é pouco provável: deve-se obter o consentimento da maioria dos Estados-membros (85%) e até agora sempre preferiu-se evitar este tipo de situação extrema.

Países em moratória

Na história do FMI, só um país, a Tchecoslováquia, foi excluído do fundo, na década de 1950, em plena Guerra Fria. Zimbábue, Sudão e Somália, que estão em moratória há décadas, nunca foram ameaçados com a exclusão, embora os montantes devidos por esses países sejam incomparáveis aos da Grécia.

O Zimbábue, último país a descumprir pagamento com o FMI em 2001, deve 101,1 milhões de euros à instituição. Só em 2015, a Grécia deve pagar 5,4 bilhões ao FMI.

Fonte: G1


25 / 06 / 2015 - as 08:26

O número de mortes provocadas pela onda de calor no sul do Paquistão chegou a 800 nesta quinta-feira (25), dia em que a queda de temperatura aliviou a situação em Karachi, a cidade mais afetada do país.

"O número de mortos aumentou a 800, segundo dados recebidos até meia-noite", disse o secretário de Saúde da província, Saeed Mangnejo.

Os cemitérios estão com dificuldades para receber todos os corpos desde o início da onda de calor, no fim de semana passado.

Os hospitais estão em alerta para receber as vítimas de desidratação ou insolação.

Depois de vários dias de temperaturas superiores a 40 graus, o clima em Karachi, a maior cidade do país, deu uma trégua na quarta-feira.


A meteorologia prevê temperaturas de 34 graus para esta quinta-feira.

A onda de calor coincide com o início do mês do Ramadã, durante o qual milhões de muçulmanos no país respeitam um jejum do nascer ao pôr do sol.

O calor também provocou cortes de energia elétrica, um problema frequente no Paquistão que impede o uso de ventiladores e aparelhos de ar condicionado, além de interromper o fornecimento de água em Karachi.

Fonte:G1


23 / 06 / 2015 - as 08:34

A onda de calor que afeta o Sul do Paquistão deixou mais de 450 mortos nos últimos três dias, anunciaram hoje (23) as autoridades locais.

A maioria das mortes foi registrada em Carachi, a maior cidade do país, com cerca de 20 milhões de habitantes, onde a temperatura chegou aos 45 graus e houve cortes no abastecimento de eletricidade e congestionamentos na rede de água.

Fonte: Agência Brasil


23 / 06 / 2015 - as 08:33

A Coreia do Sul anunciou hoje (23) três novos casos de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), elevando para 175 o número de pessoas infectadas desde que foi diagnosticado, em 20 de maio, o primeiro doente no país asiático.

O número de mortos devido ao novo coronavírus mantém-se em 27, informou o Ministério da Saúde de Seul em comunicado.

Um total de 54 dos 175 infectados com o vírus já se recuperou totalmente e teve alta.

O número de pessoas em quarentena foi reduzido hoje para 2.805, mil a menos do que nessa segunda-feira, cita a Agência Efe.

A taxa de mortalidade do coronavírus na Coreia do Sul está atualmente em 15,4%.

Mais de 90% dos mortos eram pessoas de idade avançada ou sofriam de graves problemas de saúde antes de contrair o vírus.

A Coreia do Sul é, depois da Arábia Saudita, o país com mais casos da doença, que tem 1.200 registros no mundo.

Fonte: Agência Brasil


23 / 06 / 2015 - as 08:32

O Banco Central Europeu (BCE) voltou hoje (23) a elevar a liquidez de urgência aos bancos gregos, disse uma fonte financeira grega à agência de notícias francesa AFP.

O montante do aumento de liquidez não foi divulgado. Desde a quarta-feira passada (17), é a quarta-vez que a instituição liderada por Mário Draghi atua para resolver os problemas de liquidez bancária grega, com levantamentos em massa de dinheiro pelos cidadãos, preocupados com uma eventual saída do euro.

A decisão do BCE ocorre um dia depois de o Conselho Europeu Extraordinário de Bruxelas ter adiado a celebração de um acordo quanto às reformas a serem adotadas pela Grécia, de modo a garantir o financiamento e evitar entrar em default (inadimplência)

O comissário europeu dos Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, mostrou-se hoje “convencido” de que vai ser possível alcançar esta semana um acordo com o governo de Atenas sobre as reformas a serem executadas para assegurar o financiamento do país.

“Estou convencido de que vamos obter um acordo”, disse ele, uma reunião de cúpula nessa segunda-feira (22)à noite sobre uma saída para a crise na Grécia.

Fonte: Agência Brasil


23 / 06 / 2015 - as 08:30

A ameaça para a saúde humana representada pelas alterações climáticas é tão importante que pode comprometer os avanços conseguidos no último meio século, alerta estudo divulgado hoje (23) pela revista The Lancet.

Os autores do trabalho, cientistas europeus e chineses, consideram que “o risco potencial” do aquecimento do planeta para a saúde dos seres humanos tem sido subestimado.

“As alterações climáticas constituem emergência médica e, portanto, requerem resposta urgente”, afirmou Hugh Montgomery, diretor do Instituto para a Saúde Humana do University College London (UCL).

O documento diz que o impacto direto das alterações climáticas na saúde das pessoas resulta da maior frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos, como ondas de calor, inundações, secas e tempestades.

As alterações climáticas têm também consequências indiretas para os seres humanos, como mudanças nos padrões de propagação de doenças infecciosas, aumento da poluição atmosférica, insegurança alimentar e má nutrição.

“As alterações climáticas têm o potencial de reverter as melhorias verificadas na saúde que o desenvolvimento econômico conseguiu nas últimas décadas”, disse Anthony Costello, responsável pelo Instituto para a Saúde Global do UCL.

Fonte: Agência Brasil


22 / 06 / 2015 - as 10:06

O ataque dos talibãs contra o Parlamento afegão terminou hoje (22) com a morte de sete rebeldes, em uma ação que causou pelo menos 18 mortos civis, mas nenhum deputado, disse fonte governamental.

O porta-voz da polícia de Cabul, Ebadullah Karimi, disse que seis pessoas morreram poucos minutos depois de iniciada a operação e que a área estava sob controle das forças de segurança afegãs.

De acordo com mensagem do porta-voz do ministério do Interior afegão, Sediq Sediqqi, na rede social Twitter, morreram sete talibãs na operação das forças de segurança e não foram registradas vítimas entre os deputados.

Karimi disse ainda que não houve vítimas entre os militares e policiais afegãos.

Vários incidentes  ocorridos durante o ataque deveram-se à explosão de um depósito de munição das forças de segurança afegãs, que se encontra no edifício do Parlamento.

O porta-voz do Ministério da Saúde Pública, Ismail Kawusi, disse que 18 civis ficaram feridos no ataque, tendo sido levados para o hospital Istiqlal, próximo ao Parlamento.

A Câmara Baixa do Parlamento afegão devia debater, na sessão de hoje, a nomeação de Masum Stanekzai para novo ministro da Defesa, o que deve ser ratificado pelos deputados.

Na primavera, os talibãs lançam habitualmente uma grande ofensiva, visando a diversos alvos. Em maio, foram registrados vários ataques contra pensões em Cabul, nos quais morreram cerca de 24 pessoas, incluindo estrangeiros.

Fonte: Agência Brasil


22 / 06 / 2015 - as 10:02

As companhias estatais Petróleos da Venezuela (Pdvsa) e Rosneft de Rússia chegaram a um acordo para criar uma empresa para o desenvolvimento de infraestruturas para os setores do petróleo e gás, anunciou hoje a venezuelana Pdvsa.

"O presidente da Pdvsa, Eulógio Del Pino e o seu homólogo da Rosneft, Igor Sechin, assinaram diversos acordos (...) entre os quais um Plano Estratégico de Investimentos em Petróleo e Gás que estabelece os princípios para a constituição de uma empresa dedicada à construção e operação de infraestruturas para a produção de gás natural", diz um comunicado da Pdvsa.

O documento explica que ambas empresas vão "desenvolver uma nova infraestrutura para o melhoramento" de empresas da Faixa Petrolífera de Orinoco e executar um projeto de expansão para produzir 145 mil barris diários de petróleo extrapesado.

O projeto deverá estar concluído até ao primeiro trimestre de 2016 e ambas as empresas vão perfurar conjuntamente jazidas de petróleo e oferecer serviços petrolíferos e de engenharia para outras empresas do setor.

Segundo a Pdvsa os acordos foram assinados em São Petersburgo, na quinta-feira passada. O documento não cita os valores do investimento.

Fonte: Agência Brasil



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