Em comunicado divulgado no início da tarde de hoje (07), a Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa informou que afastou a servidora suspeita de tentar levar ilegalmente um bebê da instituição, crime ocorrido na tarde de ontem (6). A tia da recém-nascida denunciou o crime. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) investiga o caso.
Em nota, a maternidade informou que prestou apoio para a família e anunciou o afastamento da funcionária.
"Como medida administrativa, a profissional supostamente envolvida foi afastada de suas funções até a conclusão das investigações, cujos resultados subsidiarão a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis", informou.
O delegado Luciano Alcântara, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), confirmou ao Cidadeverde.com que a Polícia Civil já identificou a mulher que tentou levar um bebê da Maternidade Dona Evangelina Rosa, na tarde de ontem (6). Na manhã de hoje, os policiais da DPCA fazem diligências e buscam informações.
Em nota divulgada ontem, a maternidade disse que adotou todas as providências após a tentativa de rapto, mas não revelou se a mulher é ou não funcionária da Evangelina Rosa.
“O boletim de ocorrência foi enviado para outra delegacia e somente hoje a DPCA tomou conhecimento do caso. Já estamos em diligências e ela já foi identificada”, disse o delegado Luciano Alcântara. Ele informou que o inquérito ficará com a delegada Rosa Chaib, da DPCA.
A Polícia já solicitou as imagens das câmeras da maternidade.
Uma das principais testemunhas da tentativa de rapto do bebê e irmã da puérpera, Daniela Beatriz da Conceição, 24 anos, conversou com o Cidadeverde.com. Ela relatou que na abordagem da mulher, ela se identificou como funcionária da maternidade Dona Evangelina Rosa e a situação foi presenciada por mais duas mulheres puérperas que estavam na sala.
“Ela disse que era enfermeira da maternidade, estava com roupa verde, igual os outros funcionários e que estava ali para ajudar”, disse a mulher para a tia da recém-nascido.
A mãe do bebê, de 14 anos, estava na sala de recuperação para ter alta médica quando recebeu a visita da suposta funcionária da maternidade. Para ela e o bebê terem alta precisava que a filha fizesse os exames do teste do pezinho e da orelhinha. O bebê nasceu no último sábado (4).
Durante os procedimentos para os testes, a mulher pegou o bebê em ao sair da sala, levou a recém-nascido para um banheiro e foi descoberta pela tia.
“Eu a segui e fui até o banheiro, cheguei lá ela tinha vestido outra roupa, soltado o cabelo e parecia outra pessoa. Peguei a bolsa que estava com ela e encontrei o bebê dentro da bolsa de couro, dessas de treino”, disse a tia.
Ela contou que começou a gritar, pedir socorro, que alguém chamasse a polícia, mas ninguém a atendeu. “Outra enfermeira que se identificou como Ingrid disse que a mulher não era funcionária da maternidade e que era paciente de lá. Eu não acreditei devido a intimidade que as outras funcionárias tinham com ela, conversavam com ela”, disse Daniela.
A tia se queixa da falta de providências da maternidade, que não adotou nenhuma ação na hora.
“A mulher que tentou levar o neném disse: ‘eu trabalho aqui, pode confirmar com a Ingrid’”, disse a tia.
Segundo ela, após a confusão, a maternidade agilizou os testes e liberou a mãe. Um carro da maternidade chegou a levar a puérpera, o bebê para a zona rural da cidade de Castelo do Piauí, onde a mãe mora.
A tia revelou que o sentimento é de “alívio, preocupação e agradecimento”. Segundo ela, se não fosse sua intervenção, o bebê teria saído da maternidade ilegalmente. “A mulher sairia com total facilidade, já que conhecia muita gente na maternidade”, disse.
Daniela informou ao Cidadeverde.com que vai denunciar também que sua irmã pode ter sido vítima de negligência médica. Com o parto normal da adolescente de 14 anos, houve cortes nas partes íntimas. Segundo ela, na hora verificar os pontos foi encontrado uma tampa de seringa nas partes íntimas de sua irmã.
A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER) informa que registrou Boletim de Ocorrência na data do ocorrido e está colaborando integralmente com as autoridades policiais, fornecendo todas as informações solicitadas, incluindo imagens do circuito interno de monitoramento.
A instituição esclarece que a mãe, o bebê e a acompanhante receberam todo o suporte da diretoria da unidade, além de acolhimento e assistência pela equipe médica e acompanhamento multiprofissional através das equipes do Serviço Social e da Psicologia.
Como medida administrativa, a profissional supostamente envolvida foi afastada de suas funções até a conclusão das investigações, cujos resultados subsidiarão a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis.
A NMDER reafirma seu compromisso com a transparência, a segurança dos pacientes e a apuração rigorosa dos fatos. Em respeito ao andamento das investigações, não divulgará outras informações neste momento.
Fonte: cidadeverde.com