26 / 08 / 2026 - 11h35
SUS oferece atendimento para mulheres em situação de violência e mães atípicas; saiba como acessar

Mulheres em situação de violência, mães atípicas e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras podem solicitar atendimento psicológico gratuito pelo SUS. O serviço Acolhe Mais é realizado de forma remota e pode oferecer até 100 mil teleatendimentos por mês em todo o país.

O atendimento pode ser solicitado diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, sem necessidade de encaminhamento prévio. As consultas são realizadas por psicólogas capacitadas para oferecer escuta especializada, avaliar possíveis situações de risco e orientar a paciente sobre a continuidade do cuidado na rede de saúde.

Inicialmente, em março deste ano, o projeto-piloto passou a funcionar apenas voltado a mulheres em situação de violência nas cidades de Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). A oferta foi posteriormente ampliada para todos os estados e passou a contemplar também familiares que exercem atividades de cuidado.

Inicialmente, em março deste ano, o projeto-piloto passou a funcionar apenas voltado a mulheres em situação de violência nas cidades de Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). A oferta foi posteriormente ampliada para todos os estados e passou a contemplar também familiares que exercem atividades de cuidado.

Quem pode receber o atendimento

O serviço contempla mulheres que vivem ou viveram situações de violência e familiares que exercem atividades de cuidado, incluindo mães, tias, avós, irmãs e outras cuidadoras de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

A proposta é facilitar o acesso à saúde mental para pessoas que encontram dificuldades para buscar atendimento presencial, seja por falta de tempo, problemas de deslocamento ou outras barreiras.

Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. Cada mulher em situação de violência poderá realizar até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo de acompanhamento quando houver necessidade.

Após o acompanhamento, a paciente poderá ser encaminhada para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede de saúde. Os CAPS também podem ser procurados diretamente.

O teleatendimento não substitui os serviços de emergência. Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190 ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo 192.

Também existe o Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia para orientar mulheres sobre direitos e serviços da rede de atendimento e receber denúncias de violência. O canal pode ser utilizado pela própria vítima ou por qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação.

O Ligue 180 também atende pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180, além de oferecer atendimento por e-mail e videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Fonte: portalodia

 



27 de Agosto de 2026 02h:23
Publicidade
Publicidade